Oficinas

Durante o semestre, vários temas foram trazidos pelos colegas, a partir de suas experiências na área da educação. Então, surgiu a necessidade de fazermos um estudo maior em alguns assuntos e apresentarmos na forma de oficina. Os temas abordados foram: a interdisciplinaridade, o papel da pesquisa na prática pedagógica, a ludicidade, a diversidade na sala de aula e a indisciplina na escola.

As oficinas possibilitaram a troca de conhecimento e de experiências, sendo utilizadas atividades grupais para a integração da turma.

Alguns pontos marcantes das apresentações:

interdisciplinaridade: apesar de a interdisciplinaridade ser um tema cada vez mais presente nas escolas, o trabalho verdadeiramente interdisciplinar nas escolas encontra ainda muitas dificuldades. A interdisciplinaridade mostra-se como uma solução para o ensino fragmentado, propiciando uma formação mais contextualizada e global do conhecimento.

papel da pesquisa na prática pedagógica: a visita do professor Jorge, juntamente com seus alunos me fez refletir sobre o tema. Realmente, muitos educadores dissociam a figura do docente com a do pesquisador, principalmente, quando a maioria dos professores não vivencia o dia-a-dia da prática científica na sua formação. Precisamos nos tornar verdadeiramente, professores pesquisadores.

ludicidade: esta oficina permitiu uma sensação do que vem a ser ludicidade. A atividade de mímica proposta pelo grupo foi bastante prazerosa e divertida, permitindo um pleno envolvimento da turma nas ações.

A partir desta atividade, observamos que cada um na sua área de atuação poderia elaborar uma atividade lúdica abordando um determinado tema. Minha proposta de atividade seria dividida em dois momentos:

·        1º Momento:

 Dividir os alunos em quatro grupos homogêneos, onde cada grupo irá trabalhar um conteúdo diferente da disciplina escolhido livremente, na confecção de um jogo de palavra cruzada. Os alunos irão procurar alguns conceitos e socializarem com o seu grupo as pistas usadas para encontrá-los. Será necessária a utilização de cartolina, régua, lápis, borracha e caneta.

·        2º Momento:

Cada grupo irá trocar os jogos entre si e deverão preencher as lacunas da palavra cruzada. Após a aplicação do jogo, cada grupo irá corrigir o jogo que confeccionou e avaliar o mesmo com uma nota de zero a dez. Em seguida, socializar com a turma, quais foram os procedimentos utilizados para elaboração das pistas.

 diversidade na sala de aula: o tema diversidade trouxe várias situações problema enfrentadas pelo professor na sala de aula, desde a inclusão de alunos deficientes, a variedade de religiões e culturas,  as características físicas, como cor da pele, tipo de cabelo, entre outras. O indígena também foi lembrado através da exposição de um documentário e da presença de um índio que nos relatou um pouco dos costumes da sua tribo. No filme, fica claro que a maioria da população brasileira desconhece a cultura indígena e tem uma visão equivocada da figura indígena.

indisciplina na escola: outro tema bastante relevante foi o da indisciplina no ambiente escolar. A indisciplina é considerada uma causa ou sintoma? Esta foi uma questão trazida pelo grupo, e bastante discutida, principalmente, em tempos de tanta violência na escola. A abordagem dos tipos de indisciplina (moral e convencional), também foi bastante esclarecedora. A quebra da ordem durante o relaxamento foi uma ótima atividade para a introdução do tema. Outro momento marcante da oficina foi a apresentação dos vídeos, além da encenação de uma situação de indisciplina na sala de aula. 

 

 

Planejamento escolar: expressão técnico - política de sociedade (Olga Teixeira Damis)

O planejamento escolar representa uma declaração de intenções com o objetivo de garantir a ação educativa, podendo ser compreendido como a relação entre o refletir, o decidir e o agir. Este também pode sofrer alterações tendo em vista o seu caráter dinâmico.

               A metodologia utilizada, os objetivos a serem alcançados, os conteúdos abordados, os recursos de apoio e a forma de avaliação compreendem o planejamento e são orientados tendo como base a proposta pedagógica da escola. É relevante lembrar que ele expressa uma concepção de educação do homem adequada ao modelo de sociedade predominante.

              Com relação ao conteúdo programático, ao fazer o planejamento curricular, o professor precisa ter uma atenção especial ao decidir o que irá ensinar, em que seqüência os temas serão abordados, e, finalmente, como contextualizar os assuntos da sua disciplina, como também, relacioná-los com outras matérias.

              Durante o estudo do texto “Planejamento escolar: expressão técnico - política de sociedade, de Olga Teixeira Damis”, fizemos uma atividade onde a partir da leitura deste, cada aluno elaborou uma questão objetiva com cinco alternativas e, posteriormente, trocamos as perguntas formuladas e respondemos. Este momento também propiciou novas discussões sobre o planejamento, enfatizando sua importância na orientação da prática docente.

             Analisamos também, diferentes planejamentos: plano de aula, plano de curso, projeto político pedagógico, cada um com uma linguagem específica, mas trazendo características em comum como: público-alvo, tema, objetivo, desenvolvimento, recursos, avaliação e referência.

Visita ao Colégio Estadual Dep. Manoel Novaes

 

Um dos momentos mais esperados do curso é o contato direto com o dia-a-dia da escola, onde podemos observar a real prática do trabalho docente. Na universidade discutimos sobre vários temas voltados para o ensino, como: o plano de aula, a avaliação, o currículo, o planejamento pedagógico, as tendências pedagógicas, a postura do professor, entre outros. Porém, analisá-los na prática é bem mais interessante.

Alguns colegas da turma já têm algum contato com este “universo” que é a sala de aula. Como estagiária, posso dizer que algumas teorias vistas na academia são incompatíveis na prática, talvez, porque a realidade da educação brasileira seja bem distante da ideal. Mas, nós como futuros educadores não podemos aceitar as atuais condições de trabalho e de ensino impostas pelos governantes.

 O colégio Estadual Dep. Manoel Novaes fica localizado na Av. Araújo Pinho, 32 - Canela – Salvador/Bahia. Ele funciona nos seguintes períodos: matutino, vespertino e noturno, e dispõe de: biblioteca, auditório, sala de eventos, salas de vídeo, quadra de esportes, salas para aulas de música. A estrutura física do colégio é bem ampla, porém em algumas salas de aulas possuem pilastras no meio da sala. Tal situação é explicada pelo fato do prédio já ter sido um hospital. O colégio também possui um elevador, porém este é de uso exclusivo dos professores, funcionários ou alunos com autorização. O uso do uniforme escolar é condição indispensável para freqüentar as aulas ou avaliações.

Durante a visita alguns aspectos relevantes foram analisados no projeto político pedagógico:

  proposta pedagógica: ensino contextualizado, que possua vínculos significativos, incentive a capacidade de reflexão e raciocínio, primando pela aprendizagem mediante trabalho contínuo e interdisciplinar, com base numa pedagogia de projetos.

  fundamentação teórica: a educação é considerada enquanto processo de construção e reorganização de experiências, cujo propósito fundamental dos educadores deve ser o de propiciar os jovens, ambiente (escola) e situações significativas (ação didática) capazes de favorecer seu desenvolvimento pessoal livre. Privilegia-se o aspecto criativo do pensamento e faz-se opção teórica por modelo construtivista, numa abordagem interacionista, baseada na interação do indivíduo com o meio para a aquisição do conhecimento.

objetivo geral: desempenhar tarefas que prime pelo intercâmbio escola/comunidade, a fim de que as  necessidades e dificuldades dos educandos sejam diagnosticadas e sanadas; de modo a propiciar a participação dos jovens na sociedade de forma atuante, positiva e transformadora.

 sistema de avaliação: Os aspectos qualitativos predominam sobre os aspectos quantitativos. De natureza diagnóstica, a avaliação precisa acontecer durante todo o processo de ensino-aprendizagem. Aspectos qualitativos observados: pontualidade, assiduidade, disciplina, participação e realização de trabalho. Os aspectos quantitativos referem-se aos resultados obtidos nas avaliações durante a unidade. Sendo considerado aprovado o aluno que tiver no final da unidade, média igual ou superior a cinco em cada disciplina

  relação professor-aluno: infelizmente não foi autorizada a observação da prática docente em sala de aula, mas através de relatos de alunos, foi possível constatar que existe uma boa relação dos alunos com professores, diretores e funcionários.



 

Seminários

Os seminários surgiram a partir da necessidade de conhecermos mais sobre as contribuições de Anísio Teixeira, Dewy, Skinner, Montessori, Rogers, Piaget e Decroly no processo educacional. Os componentes dos grupos mostraram interação e cooperação durante as apresentações, pois um colega sempre complementava a fala do outro. Os recursos utilizados também permitiram uma maior possibilidade de exposição dos temas, seja utilizando o quadro, o data-show ou somente a oratória, todas as equipes falaram com muita propriedade sobre seu autor. Logo, vou relatar os fatos mais interessantes.

O convite feito pela professora para conhecermos os painéis que mostram um pouco da história de Anísio Teixeira, foi um excelente começo para entendermos um pouco da vida desse grande personagem da educação brasileira. A maioria dos meus colegas nunca tinha prestado atenção nos painéis. Na maioria das vezes, passamos pelos corredores da faculdade  tão apressados que deixamos de notar tantas coisas importantes.

O que chamou mais atenção no pensamento de Anísio foi sua visão de educação como um direito de todos e não apenas de uma elite. Porém, observamos que o direito a educação, proposto por Anísio Teixeira, ainda é negado para muitas crianças e jovens do nosso país.

Dewey critica severamente a educação tradicional, principalmente no que se refere à ênfase dada ao intelectualismo e a memorização. Ele não aceita a educação pela instrução e propõe a educação pela ação. Realmente, vimos através do texto “Tendências pedagógicas na prática escolar, de Cipriano Luckesi”, que o ensino tradicional não permite uma livre expressão do aluno, onde professores autoritários impõem modelos prévios, não permitindo que o discente resolva por si próprio os problemas propostos.

 Do ponto de vista de Skinner existem várias deficiências notáveis nos métodos de ensino como a repreensão, o sarcasmo, a lição de casa adicional e os exames usados principalmente para coagir o estudante. Os testes e as provas, em muitos casos são utilizados pelos professores como forma de mostrar autoridade perante os alunos, e na maioria das vezes só servem para classificar os alunos em “bons” ou “maus”, decidindo quem irá passar de ano. O docente precisa ter consciência de que uma prova só expressa o rendimento quantitativo do aluno, mas a avaliação também trabalha com o universo qualitativo, onde a motivação, as crenças, os valores e as atitudes, não podem ser facilmente percebidos em médias estatísticas.

A livre escolha das atividades pelas crianças, a organização do ambiente escolar e os materiais didáticos criados para as diferentes áreas do conhecimento, podem resumir o sistema Montessori. Apesar da utilização dos materiais serem motivos de questionamento, o sistema peca pelo individualismo, pois na minha opinião, a atividade em grupo promove a comunicação, a participação, a cooperação e a integração dos discentes.

Rogers traz a aprendizagem significativa, com liberdade e autonomia, mas sem fechar os olhos para os problemas. Exclui a avaliação, a recompensa e a punição, viáveis apenas como forma de auto-avaliação. Ele se opôs à teoria Skinner, onde a personalidade do homem seria moldada pelo meio através de repetições e condicionamentos.

Para Decroly a escola deve preparar a criança para a vida real. Contra o ensino autoritário e a favor da globalização do conhecimento preocupou-se em proporcionar as crianças momentos de observação, de associação de idéias e de expressá-las, através da linguagem ou gestos.

Com o seminário de Piaget, meu grupo analisou: o construtivismo, os estágios do desenvolvimento humano (sensório-motor, pré-operacional, operacional concreto e o operacional formal), além de algumas implicações de sua teoria para o ensino. As pesquisas para a apresentação do seminário me ajudaram a conhecer os esquemas mentais construídos pelo indivíduo (assimilação, acomodação e equilibração), pois apesar de já conhecer os estágios do desenvolvimento, desconhecia este processo como parte do crescimento cognitivo.

Indicações de filmes/ Filme: Nenhum a Menos

Nesta aula, alguns colegas sugeriram filmes que tivessem alguma ligação com os temas vistos durante a disciplina ou que fossem voltados para a educação.

Através de uma breve síntese, cada aluno fez uma análise da importância do filme escolhido. Porém, alguns colegas contaram praticamente toda a história do filme, esquecendo de destacar a relevância de se assistimos o filme sugerido. Isto nos faz perceber e refletir sobre o poder de síntese do docente em sala de aula, pois muitas vezes os conteúdos não são compreendidos pelos discentes devido à falta de síntese na oralidade do professor.

Lista dos filmes sugeridos:

* Pro dia nascer feliz; Nenhum a Menos; Sociedade dos poetas mortos; Encontrando Forest; A onda; A corrente do bem; Entre os muros da escola; O sorriso da Monalisa; Quebrando a banca; O enigma de casper house; O balão vermelho; A procura da felicidade; O milagre de Ana Sulivan; Treinamento para a vida; A fuga das galinhas.

Infelizmente, pela falta de tempo só conseguimos assistir o filme “Nenhum a Menos”. Apesar de já ter assistido este filme, sempre que vejo me emociono, talvez por se tratar de uma realidade de muitas escolas da periferia ou do campo. A falta de material didático, como uma simples caixa de giz, ou de condições favoráveis de infra-estrutura, nos faz refletir como futuros docentes as adversidades que poderemos encontrar. Sendo assim, precisamos driblar estas condições adversas para podermos trabalhar buscando sempre uma educação de qualidade.

Também é notório que muitos professores que estão atuando nas salas de aula, não possuem uma formação adequada, ou então, não possuem formação alguma. Quando digo "formação alguma", me refiro da formação acadêmica, pois assim como a professora do filme, muitos educadores, por exemplo, a professora Juvany também não possuía uma vivência acadêmica e lutava diariamente para enfrentar os problemas da educação.

 

Tendências pedagógicas na prática escolar (Cipriano Luckesi)

Tendências pedagógicas na prática escolar (Cipriano Luckesi)- 1º parte

As tendências pedagógicas refletem o momento histórico da sociedade. Sendo assim, elas apontam a prática pedagógica do professor em sala de aula. Para a utilização de determinada prática também é levado em conta, a proposta social da escola. Então, partindo da visão que a escola possui, com relação à educação, o professor utilizará determinada tendência. Isso não quer dizer que estas não possam ser complementadas.

De acordo com a perspectiva redentora, as pedagogias liberais são manifestações da própria sociedade de classes. Sendo assim, elas não têm um sentido aberto e democrático. As pedagogias liberais podem ser:

A tendência liberal tradicional visa o autoritarismo do professor perante seus alunos. Os conteúdos não têm relação com o cotidiano do aluno e muito menos com a realidade social. Pode-se dizer que esta tendência é a mais recorrente nas salas de aula; Já na tendência liberal renovadora progressista, a escola deve adequar-se as necessidades individuais ao meio social. Aqui, o professor é o auxiliador no desenvolvimento livre do aluno, estimulando-os a partir de situações problemas; Na tendência liberal não-diretiva, são os próprios alunos que buscam o conhecimento e o professor é quem garantirá um relacionamento de respeito; Na tendência tecnicista, o ensino é voltado para atender a mão-de-obra industrial, onde o professor transmite conhecimentos específicos para que o aluno desenvolva habilidades necessárias para manipular as máquinas e desenvolver novas tecnologias.

Tendências pedagógicas na prática escolar (Cipriano Luckesi)- 2º parte

As tendências progressistas têm uma perspectiva transformadora. Elas fazem uma crítica da realidade social e visam o verdadeiro sentido da educação. As tendências progressistas, libertadora e libertária têm em comum:  o anti-autoritarismo, a valorização da experiência vivida, a idéia de autogestão pedagógica e o processo de aprendizagem grupal do que os conteúdos de ensino. Já na tendência crítico social, os conteúdos são confrontados com a realidade social. Entende-se a escola como uma mediação entre o indivíduo e o social. Na minha concepção, esta é a tendência que mais se preocupa com a realidade cotidiana do aluno, trazendo reflexões importantes para a formação de um cidadão mais crítico perante a sociedade em que vive.

Sugestão de filme – Documentário “Pro Dia Nascer Feliz”, de João Jardim. Lançamento: 2005; Tempo: 88 min.

A escola é o foco central de investigação de Pro Dia Nascer Feliz. O documentário aborda as diferentes situações que adolescentes de 14 a 17 anos, ricos e pobres, enfrentam dentro da escola: a precariedade, o preconceito, a violência, a relação aluno-professor e a esperança. Foram ouvidos alunos de escolas da periferia de São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco e também de dois renomados colégios particulares, um de São Paulo e outro do Rio de Janeiro.


            O documentário "Pro dia nascer feliz" é uma observação da vida do adolescente brasileiro nas escolas públicas e particulares. Percebe-se a decadência das escolas públicas do país, a ausência do poder do Estado, as características dos educadores e educandos da rede Estadual e Municipal. Em outra realidade, define o perfil do aluno na escola particular, os aspectos de deficiência ocorridos no processo educacional, a pressão psicológica sofrida pelos alunos, e a cobrança máxima dos objetivos a serem conquistados. Mas, apesar do descaso dos governantes, de alguns professores e dos próprios alunos, nós como futuros educadores podemos contribuir para que a educação tome um rumo diferente.

 

O papel da didática na formação do educador (Cipriano Luckesi)

Toda a atuação do professor com os alunos pressupõe uma perspectiva didática clara e consciente. Assim, o papel da didática na formação do educador constitui uma base teórica de referência para a sua atuação em sala de aula.

O docente não é simplesmente aquele que detém o conhecimento e, portanto, o transmite para os estudantes. Ele precisa entender que o processo de ensino-aprendizagem adquire movimento de troca, onde educando e educador aprendem e crescem juntos.

Cabe ao professor um trabalho reflexivo e uma reconstrução permanente de sua identidade pessoal e profissional.

 

Ser professor é gostar do outro (Juvany Viana)

A história da professora Juvany é surpreendente. Uma mulher que apesar das adversidades da vida, não desistiu do seu ideal de construir um colégio na sua cidade e de manter todas as crianças na escola, mesmo esta não tendo uma infra-estrutura adequada. Juvany, além de ser professora, também era a merendeira do colégio. Não hesitava em acordar cedo para preparar a merenda de seus alunos. E ainda fazia mesas e bancos para as crianças terem onde apoiar os cadernos e sentarem.

A falta do diploma não foi um obstáculo para a sua vontade de ensinar. Pois, apesar de se considerar uma professora “leiga”, conseguiu incentivar seus alunos a aprender.

Com certeza, uma professora assim só podia ser amada e admirada por todos. Ela é um exemplo de determinação e superação!

Livro: Uma professora muito maluquinha (Ziraldo)

Uma professora muito maluquinha é uma excelente leitura, pois retrata uma professora muito criativa e entusiasmada pelo seu trabalho. E esse entusiasmo é um elemento fundamental para qualquer educador, tendo em vista, a atual situação da educação brasileira.

Ela é considerada maluquinha porque suas aulas fogem das tradicionais. Logo, oferecer prêmios para quem ler mais rápido, passar deveres para que os alunos descubram cidades inexistentes, ou ainda abolir a nota zero, não é uma realidade corriqueira de nossas escolas. Por isso, essa metodologia era questionada pela diretora conservadora, que não aceitava a alegria dos alunos e a felicidade na sala de aula. Apesar desse questionamento, seus objetivos sempre eram alcançados, sendo seus alunos a prova viva disso.

Este é o ensino com que sonhamos, mas que dificilmente praticamos, talvez por não conseguirmos abrir mão de uma posição de autoridade.

Filme: Escritores da liberdade

Eu adorei o filme, ele mostra que com muita dedicação, o educador pode fazer a diferença na vida de seus estudantes. Com um ideal e sem perder a esperança, a senhora G, desenvolveu estratégias pedagógicas para mostrar que todos independente de suas diferenças têm a capacidade de vencer na vida, quebrando o preconceito que havia entre os alunos. Dessa forma, ela conseguiu cativar sua turma e fez com que enxergassem a importância da escola em suas vidas.

Acredito que se todo professor fosse como a professora Gruwnel, a educação do nosso país seria melhor! Assim, para trabalhar na área da educação é preciso gostar do outro e se dedicar à profissão. É isso que faz a diferença!!!

Breve reflexão sobre a minha vivência escolar

É gratificante relembrar de algumas situações e de pessoas que contribuíram para minha vida tanto acadêmica quanto pessoal.

Iniciei a vida escolar aos quatro anos de idade e, desde então, não parei de estudar. Não me recordo muito desse período da educação infantil, mas lembro que tive ótimas "tias" e, até hoje tenho amizades dessa época. Hoje, me encontro cursando a graduação de Licenciatura em Ciências Naturais, na UFBA.

Todo o ensino fundamental e médio foi pautado no tradicionalismo, a não ser por dois professores do ensino médio, os quais se mostravam bem construtivistas com relação ao método pedagógico. Esses professores incentivavam a pesquisa, o debate e a reflexão. Eram as aulas em que o tempo passava mais rápido. Que pena!

É relevante citar que os demais professores tinham uma excelente bagagem de conhecimentos, mas suas aulas não eram como as de biologia e história. Jamais esquecerei esses maravilhosos mestres!

Infelizmente, uma professora me marcou muito com relação a sua visão de educação. Lembro-me do dia em que a  professora de literatura pronunciou uma fala desastrosa: " Lá na pública eu fico sentada conversando, não passo nada porque eles não querem estudar. Então, eu vou lá só para ganhar o meu dinheiro!". Isso me deixou profundamente chocada, porém alguns dos meus colegas acharam graça. Nunca mais consegui olhá-la com respeito. Para mim, ela não merecia ser professora. Pois, como uma educadora pode falar tamanha barbaridade em uma sala de aula.

Ao término da graduação, vejo que a postura de muitos professores ainda é tradicional. A maioria deles só quer "transmitir" conhecimento, mas não estão abertos a aprender com seus alunos. São as temidas provas que ainda avaliam o potencial do aluno. Já está na hora de mudanças!!!

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